A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão do azeite de oliva da marca Afonso, vendido em supermercados brasileiros. A medida foi publicada em 2026, com base na Resolução RE 1.359/2026, e determina a retirada do produto do mercado em todo o país.
De acordo com a Anvisa, a suspensão ocorreu por irregularidades que afetam o padrão de identidade e qualidade do azeite. O produto apresentou resultado insatisfatório no ensaio de índice de refração, exame usado para verificar a autenticidade de óleos. Além disso, a empresa importadora, Comercio de Generos Alimenticios Cotinga Ltda, estava com o CNPJ inapto desde agosto de 2024 na Receita Federal, o que levanta dúvidas sobre a regularidade da produção e distribuição.
A resolução também proíbe a fabricação, distribuição e comercialização do azeite, e determina a apreensão dos lotes ainda encontrados. A Anvisa reforça a necessidade de rastreabilidade para localizar a origem e os estoques do produto, articulando ações com vigilâncias estaduais e municipais.
Riscos à saúde
O consumo de um azeite irregular pode representar riscos à saúde, dependendo do tipo de adulteração. Em casos de contaminação química ou microbiológica, o produto pode causar desconfortos gastrointestinais e outros efeitos. A vigilância sanitária atua para identificar e retirar de circulação itens que não atendem aos requisitos legais.
Para o consumidor, a recomendação é verificar informações básicas no momento da compra, como registro do fabricante, CNPJ, integridade da embalagem, legibilidade do rótulo e país de origem. Preços muito abaixo da média e alertas sanitários divulgados pela Anvisa também devem ser observados.
