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Anvisa recolhe queijo e proíbe suplemento irregular por risco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de lotes de Queijo Minas Artesanal e a proibição total de um suplemento alimentar irregular. A medida tem como objetivo conter surtos de intoxicação alimentar e impedir que produtos sem registro sanitário e com promessas terapêuticas falsas cheguem aos consumidores.

O Queijo Minas Artesanal produzido por José Antônio dos Reis de Melo (CNPJ 00.699.081/0001-60) teve todos os lotes fabricados a partir de 26 de abril de 2025 suspensos. A decisão foi tomada após a detecção das bactérias Listeria monocytogenes e Staphylococcus coagulase positiva em análises laboratoriais realizadas em Minas Gerais.

A presença desses microrganismos torna o produto perigoso para consumo. Conforme informações, o estabelecimento do produtor já havia sido interditado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) devido a falhas graves de higiene, que permitiram contaminação cruzada durante o processo de fabricação artesanal.

Riscos à Saúde

A ingestão de produtos contaminados por essas bactérias pode levar a quadros clínicos severos. A Listeria monocytogenes é especialmente perigosa para gestantes, idosos e pessoas com o sistema imunológico fragilizado. Já o Staphylococcus é conhecido por produzir toxinas que causam surtos rápidos de vômitos e diarreia.

Suplemento Irregular

O suplemento alimentar Bari 7 Caps, distribuído pela empresa Nutraleza Ltda., teve sua fabricação e venda proibidas. O fabricante, AEG Produtos Naturais Ltda., não possuía o licenciamento sanitário necessário para produzir o item. A composição do produto era desconhecida, representando um risco para quem o consome.

Outro motivo para a proibição foi a propaganda irregular. O suplemento prometia benefícios como “ação detox”, redução de apetite e emagrecimento rápido. De acordo com a legislação brasileira, suplementos alimentares não podem alegar propriedades terapêuticas ou cura de doenças, afirmações reservadas para medicamentos registrados após testes clínicos.

Orientação aos Consumidores

Quem tiver adquirido o queijo minas artesanal do produtor citado, fabricado após abril de 2025, ou o suplemento Bari 7 Caps, deve interromper o consumo imediatamente. No caso do alimento, o risco de infecção bacteriana é considerado alto. Recomenda-se verificar sempre o rótulo e o CNPJ do fabricante antes de comprar, principalmente em feiras e lojas de produtos naturais.

A interdição desses produtos mostra o monitoramento constante da Anvisa sobre o mercado. A fiscalização busca verificar não apenas a qualidade dos alimentos, mas também a regularidade das fábricas. Consumir produtos de origem desconhecida ou sem registro sanitário é um risco que pode comprometer a saúde.

A transparência nas decisões da agência ajuda a informar o consumidor sobre os perigos de doenças como a listeriose e sobre fraudes em suplementos. A exigência do selo de inspeção e do registro sanitário contribui para um mercado mais seguro e incentiva os produtores que seguem as normas de higiene e as leis de vigilância sanitária.

Sobre o autor: Fátima Watanabe

Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Saude Dicas.

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