O café é um item essencial na mesa do brasileiro e movimenta uma importante cadeia produtiva. A bebida passa por diversas etapas, desde o plantio até o empacotamento, com regras sanitárias e de qualidade em cada fase.
A atuação da Anvisa foca na etapa em que o café está torrado, moído ou encapsulado. A agência estabelece limites para contaminantes químicos e microbiológicos, além de critérios para matérias estranhas. Também fiscaliza as normas de rotulagem, que regulam ingredientes, peso, origem e validade.
Em 2025, a Anvisa determinou o recolhimento de três produtos de “Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café”. A comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso foram proibidos. As inspeções encontraram matéria-prima imprópria, contaminada com ocratoxina A, matérias estranhas e falhas nas boas práticas de fabricação. Os produtos tinham rótulos com imagens e termos que confundiam o consumidor, fazendo-o acreditar que era café tradicional.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) acompanha a qualidade do café desde o campo. Ele define padrões de identidade e qualidade, como classificação do grão, teor de umidade e limites de impurezas. O registro de fazendas, armazéns e torrefações permite rastrear a procedência. Em casos de não conformidade, o ministério pode autuar ou embargar lotes.
O consumidor tem um papel importante ao verificar se o produto oferece informações claras e condições adequadas. Práticas simples ajudam a identificar cafés mais seguros, como verificar rótulos e embalagens íntegras.
A fiscalização do café é ainda mais relevante com o aumento do consumo de cafés especiais e cápsulas. Isso exige uma fiscalização estruturada da Anvisa e controle do MAPA para garantir a segurança sanitária. Regras claras e inspeções regulares tornam a cadeia do café mais transparente.
