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Brasil tem pior retorno tributário entre 30 países

O Brasil ocupa novamente a última posição em um ranking global que mede o retorno dos impostos em qualidade de vida, segundo estudo do IBPT com dados de 2024. O país segue como o de menor eficiência na conversão de impostos em bem-estar social entre as 30 nações com maior carga tributária do mundo. O resultado consta na 15ª edição do IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade).

De acordo com o levantamento, o país ocupa a última posição do ranking pelo 15º ano consecutivo, evidenciando um problema estrutural na aplicação dos recursos públicos e na entrega de serviços essenciais à população. As informações são da CNN.

O IRBES, elaborado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), avalia o quanto a arrecadação de impostos se transforma em qualidade de vida. O estudo combina indicadores econômicos e sociais para gerar o ranking. Para isso, o índice utiliza uma metodologia que atribui diferentes pesos aos fatores analisados, buscando medir de forma equilibrada o impacto da gestão pública na sociedade.

Em 2024, a carga tributária brasileira atingiu 32,32% do PIB, um nível semelhante ao de países desenvolvidos. Apesar disso, o desempenho social não acompanha essa arrecadação. O IDH de 0,760 coloca o Brasil em posição inferior no cenário global, resultando em um IRBES de 142,46 pontos, o pior entre todos os países analisados no estudo.

Segundo o IBPT, esse contraste revela ineficiência na aplicação dos recursos públicos, com baixo retorno percebido pela população em áreas como saúde, educação e infraestrutura. O topo do ranking é ocupado por países que conseguem equilibrar melhor arrecadação e qualidade de vida. A liderança mostra consistência de políticas públicas eficientes e alto nível de desenvolvimento humano.

O relatório do IBPT reforça que o problema não está apenas na arrecadação elevada, mas principalmente na forma como os recursos são aplicados pelo Estado. A baixa eficiência reduz o impacto social dos tributos pagos. Segundo o instituto, uma gestão mais eficiente poderia elevar significativamente o bem-estar da população, aproximando o Brasil de países com melhor desempenho no índice. Além disso, o estudo destaca que maior transparência e melhor alocação de recursos públicos seriam fundamentais para melhorar o retorno social dos impostos no país.

Sobre o autor: Fátima Watanabe

Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Saude Dicas.

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