A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descartou neste domingo (31/5) um caso suspeito de ebola em um paciente internado sob isolamento no Rio de Janeiro. O homem havia retornado de Uganda, país africano com áreas que registram a doença.
O paciente foi internado no sábado (30/5) no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Ele apresentava sintomas como tosse, calafrios e diarreia. Como medida de precaução, a equipe médica adotou o protocolo de isolamento.
Exames realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em amostras de sangue, saliva e urina descartaram a infecção por ebola. Com o resultado negativo, o paciente deixou o isolamento preventivo.
Poucas horas após a internação, os profissionais de saúde coletaram amostras para investigar as possíveis causas dos sintomas. Os testes laboratoriais apontaram resultado positivo para malária, doença transmitida por mosquitos e comum em várias regiões da África. O tratamento segue sendo realizado pela equipe médica.
A adoção das medidas de segurança ocorreu porque o paciente havia chegado recentemente de uma área considerada sensível para monitoramento de doenças infecciosas. Após a conclusão dos exames, a Fiocruz informou que o risco de transmissão do ebola no Brasil é considerado baixo neste momento.
A instituição destacou que os protocolos de vigilância funcionaram corretamente, permitindo a rápida identificação do quadro clínico e a exclusão da suspeita da doença viral.
Outra suspeita em São Paulo
Enquanto o caso do Rio foi descartado, autoridades de saúde seguem acompanhando uma outra suspeita registrada em São Paulo. O paciente é um imigrante da República Democrática do Congo internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde e o Ministério da Saúde, os exames específicos devem ter resultado divulgado na segunda-feira (1º). Quando um paciente apresenta sintomas compatíveis e possui histórico recente de viagem para áreas de risco, equipes médicas seguem protocolos rígidos de segurança e monitoramento.
Essas medidas incluem isolamento preventivo, coleta de amostras biológicas e análises laboratoriais especializadas. O objetivo é proteger profissionais de saúde, pacientes e a população enquanto o diagnóstico é confirmado.
