Cientistas anunciaram dois novos casos de pacientes com remissão prolongada do HIV, elevando para 13 o total de pessoas no mundo consideradas casos de possível cura da infecção. Os pacientes não apresentam mais sinais detectáveis do vírus após terem passado por transplantes de células-tronco, procedimento que foi realizado originalmente para tratar doenças graves do sangue.
De acordo com os médicos, ambos os pacientes estão há mais de um ano sem utilizar medicamentos antirretrovirais e seguem sem evidências de retorno do HIV no organismo. Apesar do avanço, especialistas alertam que ainda não é possível afirmar que esses casos representam uma cura definitiva.
O transplante de células-tronco é um procedimento complexo, com riscos elevados, e não é indicado como tratamento convencional para pessoas que vivem com HIV. Os pesquisadores explicam que esses casos ajudam a compreender melhor como o vírus pode ser eliminado ou controlado pelo organismo e podem contribuir para o desenvolvimento de novas terapias, mais seguras e acessíveis no futuro.
Atualmente, a maioria das pessoas com HIV controla a infecção por meio de medicamentos antirretrovirais, que permitem uma vida saudável e reduzem a transmissão do vírus quando o tratamento mantém a carga viral indetectável. Os novos casos foram anunciados em um momento em que a comunidade científica busca alternativas para ampliar o acesso a possíveis tratamentos, ainda que os desafios para a aplicação em larga escala permaneçam.
