A patente da semaglutida, substância ativa do medicamento Ozempic, termina nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. O fato aumenta a expectativa por preços mais baixos, mas especialistas alertam que uma redução não será imediata.
O fim do período de exclusividade permite que outros laboratórios farmacêuticos desenvolvam remédios com o mesmo composto. Isso deve ampliar a oferta e aumentar a concorrência no mercado.
Entretanto, o impacto direto sobre o custo para o consumidor final ainda depende de questões regulatórias e técnicas, o que impede uma queda rápida nos valores.
Uma eventual baixa no preço do Ozempic depende da aprovação de novos medicamentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até o momento, nenhum medicamento similar foi liberado no país.
A previsão é de que os primeiros concorrentes cheguem ao mercado somente no segundo semestre de 2026. As quedas de preço devem ser graduais, ocorrendo ao longo de seis a 18 meses após o término da patente.
A demora na redução dos valores está relacionada a entraves regulatórios e à complexidade da produção da semaglutida. Trata-se de um fármaco injetável que exige alto nível de controle técnico em sua fabricação.
O Ozempic atua de forma parecida com o hormônio GLP-1, auxiliando no controle da glicemia e aumentando a sensação de saciedade. Por esse motivo, é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e de obesidade.
Nos últimos anos, o remédio se tornou muito popular, o que impulsionou a demanda e ajudou a manter os preços em níveis elevados.
Com uma possível diminuição dos custos, crescem as chances de o medicamento ser incluído no Sistema Único de Saúde (SUS). A análise é realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
A decisão sobre a incorporação leva em conta critérios como eficácia, segurança, relação custo-benefício e impacto no orçamento público. Já existem discussões em andamento sobre o uso da semaglutida.
