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Incontinência urinária feminina: o que a ciência diz sobre prevenção e tratamento

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Incontinência urinária feminina: o que a ciência diz sobre prevenção e tratamento

A incontinência urinária é apontada pela Organização Mundial da Saúde como uma condição de alta prevalência entre mulheres adultas, especialmente após a meia-idade. Apesar de ainda cercada de tabu, especialistas reforçam que se trata de um problema clínico tratável, e que respostas eficazes existem fora do campo cirúrgico.

Um problema mais comum do que se imagina

Estimativas citadas pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) indicam que uma em cada três mulheres convive, em algum momento da vida, com algum grau de perda urinária involuntária. As causas variam: gestações, partos, alterações hormonais da menopausa, sobrepeso, esforço físico repetitivo e o próprio envelhecimento da musculatura. Mesmo entre mulheres jovens, a queixa aparece com frequência em consultórios de uroginecologia, com aumento expressivo dos relatos entre praticantes de modalidades de impacto, como corrida e crossfit.

Por que o assoalho pélvico enfraquece

O assoalho pélvico é uma estrutura formada por músculos, ligamentos e fáscias que sustentam bexiga, útero e reto. Quando esses músculos perdem força, a função de continência fica comprometida. A boa notícia, segundo fisioterapeutas pélvicas ouvidas pela imprensa especializada, é que essa musculatura responde bem a treinamento, assim como qualquer outro grupo muscular do corpo.

A fisioterapia pélvica como primeira linha de tratamento

Diretrizes internacionais, como as da International Continence Society (ICS), recomendam a fisioterapia pélvica como abordagem inicial em casos de incontinência leve a moderada. O tratamento combina avaliação funcional, exercícios direcionados e, quando indicado, uso de equipamentos específicos. Os benefícios documentados dessa prática vão além da redução das perdas urinárias: incluem melhora da função sexual, da estabilidade do tronco e do bem-estar geral.

Tecnologia em casa: o papel dos dispositivos

Eletroestimuladores, sondas perineais, cones vaginais e biofeedback estão entre os recursos mais utilizados, primeiro em consultório e, posteriormente, em programas de manutenção domiciliar. No mercado nacional, há uma oferta diversificada para o tratamento, com diferentes pesos, tamanhos e tecnologias. Entre os e-commerces de referência no segmento está a Loja da Fisioterapia Pélvica, que reúne marcas nacionais e importadas em um catálogo dedicado exclusivamente a essa especialidade.

Quando procurar ajuda

Apesar da maior disponibilidade dos dispositivos, especialistas reforçam que a indicação e o uso devem ser orientados por um fisioterapeuta pélvico habilitado. O Conselho Federal de Fisioterapia (Coffito) reconhece a especialidade desde 2009. A mensagem dos profissionais é direta: perda urinária não é parte natural do envelhecimento, e o silêncio em torno da queixa segue sendo o maior obstáculo para o tratamento.

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