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Sarampo: quem deve tomar a vacina e o que é a dose zero

Sarampo: quem deve tomar a vacina e o que é a dose zero

O Ministério da Saúde recomendou a ampliação da vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A medida ocorre após a identificação de casos e de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.

Na rotina do SUS, a vacina faz parte do calendário para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em situações de circulação do sarampo, porém, crianças de 6 a 11 meses também podem receber a chamada “dose zero”.

O que é a dose zero

A dose zero é uma dose adicional aplicada em bebês de 6 a 11 meses quando há circulação do vírus. Ela busca aumentar a proteção das crianças, que são mais vulneráveis à doença. É importante destacar que a dose zero não substitui as doses previstas no calendário de vacinação de rotina.

A vacinação de rotina não costuma ser indicada para esse grupo porque muitas dessas pessoas viveram durante períodos de intensa circulação do sarampo e, portanto, apresentam maior probabilidade de já terem adquirido imunidade. Em situações específicas de maior risco de exposição, entretanto, a vacinação pode ser avaliada.

Quem não pode tomar

A tríplice viral utiliza vírus vivos atenuados. Por isso, pessoas com imunossupressão grave podem ter contraindicação à vacina, já que seu organismo pode não conseguir controlar adequadamente nem mesmo o vírus vacinal. A contraindicação não significa que toda pessoa imunossuprimida esteja automaticamente impedida de receber a vacina. O grau e a causa da imunossupressão precisam ser avaliados individualmente por um profissional de saúde.

A vacina contra o sarampo é disponibilizada gratuitamente pelo SUS. A ampliação para pessoas de 6 meses a 59 anos nos três municípios paulistas é uma estratégia temporária diante da identificação de casos e da transmissão relacionada à importação do vírus.

Sobre o autor: Fátima Watanabe

Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Saude Dicas.

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