Nos últimos anos, uma tendência preocupante vem sendo observada por médicos e instituições de saúde: o aumento expressivo de casos de câncer colorretal entre pessoas com menos de 50 anos.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 45 mil brasileiros devem ser diagnosticados com a doença até o fim de 2025, sendo o terceiro tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres no país.
O fenômeno, que antes era mais comum em idosos, agora preocupa oncologistas e pesquisadores pela rapidez com que se manifesta em adultos jovens. Casos recentes, como os de Preta Gil e Maurício Silveira, reforçaram a urgência de discutir o tema e de ampliar o acesso a exames preventivos como a colonoscopia e a endoscopia digestiva.
Por que o câncer colorretal está aumentando entre os jovens?
Especialistas ouvidos pela BBC News e pelo Jornal Nacional apontam que o estilo de vida moderno pode estar diretamente relacionado à escalada de casos em faixas etárias mais baixas.
A combinação de sedentarismo, dietas pobres em fibras, consumo excessivo de ultraprocessados, carne vermelha, álcool e cigarro, somada à obesidade e ao estresse, cria um cenário propício para o desenvolvimento de tumores intestinais.
Além dos hábitos alimentares, estudos também investigam o impacto do uso prolongado de antibióticos e as alterações no microbioma intestinal, fatores que podem influenciar no surgimento precoce do câncer.
A genética também desempenha impacto: cerca de 30% dos pacientes diagnosticados têm histórico familiar da doença.
Sintomas que não devem ser ignorados
Um dos grandes desafios no combate ao câncer colorretal é o diagnóstico tardio. Em mais de 70% dos casos, a doença é descoberta em estágio avançado.
Dessa forma, ocorre porque os sintomas iniciais costumam ser sutis, o que leva muitos jovens a negligenciarem os sinais.
Os principais sintomas de alerta são:
- Presença de sangue nas fezes;
- Mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre persistente);
- Dores abdominais constantes;
- Perda de peso inexplicada;
- Cansaço excessivo e anemia sem causa aparente.
Como os exames digestivos ajudam a salvar vidas
Os exames digestivos salvam vidas! Os exames preventivos do aparelho digestivo são as ferramentas mais eficazes para detectar o câncer colorretal ainda em fase inicial — ou até antes de ele se formar.
Os dois principais exames são:
- Pesquisa de sangue oculto nas fezes – simples, de baixo custo e indicado anualmente a partir dos 45 anos. Ele detecta pequenas quantidades de sangue que não são visíveis a olho nu.
- Colonoscopia – considerada o padrão ouro no diagnóstico, permite visualizar o interior do intestino grosso e remover pólipos, lesões que podem evoluir para câncer.
Quando o tumor é descoberto precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%, conforme dados do Inca e do Centro de Oncologia do Paraná (COP).
A colonoscopia é indispensável a partir dos 45 anos, e antes disso para quem tem histórico familiar. Além de detectar o câncer no início, ela permite eliminar pólipos antes que se tornem malignos.
Além da colonoscopia, outros exames digestivos — como endoscopia, ecoendoscopia e cápsula endoscópica — ajudam a investigar todo o trato gastrointestinal, oferecendo diagnósticos mais completos e precisos.
A importância do diagnóstico precoce e da conscientização
A campanha Março Azul-Marinho, criada pela Organização Mundial da Saúde, reforça o papel do diagnóstico precoce. De 2015 a 2023, o número de casos de câncer colorretal no Brasil aumentou mais de 80%, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
O dado acende um alerta: é preciso ampliar o rastreamento preventivo e educar a população sobre os riscos. Países como os Estados Unidos já reduziram a idade mínima dos exames preventivos de 50 para 45 anos — e o Brasil caminha na mesma direção.
Artur Parada Medicina Diagnóstica: referência em exames digestivos
Para garantir diagnósticos precisos e atendimento humanizado, clínicas especializadas têm forte impacto. Um dos principais centros de referência é o Artur Parada Medicina Diagnóstica, localizado em São Paulo.
Com mais de 40 anos de atuação, o centro é reconhecido por sua excelência em colonoscopia, endoscopia digestiva, cápsula endoscópica, ecoendoscopia, retossigmoidoscopia e diversos outros exames que monitoram a saúde do aparelho digestivo.
O Dr. Artur Parada, fundador e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, é referência internacional na área e conduz a clínica com o compromisso de aliar tecnologia de ponta, conforto e segurança ao paciente.
O centro realiza avaliações completas, check-ups personalizados e procedimentos minimamente invasivos, sempre com equipe médica especializada e equipamentos de última geração.
